Desculpa, mas eu não sou capaz de fazer traduções para a língua Portuguesa.

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O que estão compartilhando: vídeo em que o jornalista Alexandre Garcia fala sobre as supostas causas das enchentes no Rio Grande do Sul e afirma que “no governo petista foram construídas, ao contrário do que recomendavam as medições ambientais, três represas pequenas que aparentemente abriram as comportas ao mesmo tempo. Isso causou uma enxurrada”.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso porque o vídeo é antigo e porque as usinas hidrelétricas citadas pelo jornalista não têm comportas que armazenam ou retêm água. Na gravação, Garcia comentava a respeito das enchentes que resultaram em 46 mortes em setembro de 2023 no Rio Grande do Sul. Naquela época, órgãos de controle e fiscalização negaram que tenha havido abertura de comportas de represas no Rio das Antas. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também não há possibilidade que as barragens tenham tido influência nas cheias mais recentes.

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Na época da divulgação original do vídeo, Alexandre Garcia afirmou que “dispunha apenas da notícia sobre a prefeitura de Bento Gonçalves ter questionado a Ceran (Companhia Energética Rio das Antas) de suas ações diante dos alertas meteorológicos”. Ele pediu investigação da tragédia.

Vídeo em que Alexandre Garcia fala de abertura de comportas no RS é do ano passadoFoto: Reprodução/Twitter

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Saiba mais: O vídeo que circula no Tik Tok é antigo. A gravação é uma participação de Alexandre Garcia no programa da Revista Oeste, que ocorreu no dia 8 de setembro. Ele menciona as barragens Castro Alves, Monte Claro e 14 de Julho. Com a recente tragédia climática que atingiu a população gaúcha e deixou 147 pessoas mortas e 127 desaparecidas, o conteúdo ganhou novos compartilhamentos nas redes sociais.

Por esse motivo, o Estadão Verifica entrou em contato novamente com o órgão de fiscalização das hidrelétricas para atualizar a checagem. Em nota, a Aneel ressaltou que não há possibilidade das barragens citadas no vídeo agravarem as cheias no Rio Grande do Sul, pois são do tipo soleira livre vertente. Ou seja, nos períodos de chuva ou de aumento na vazão do rio, a água excedente passa por cima das barragens. Esse tipo de estrutura, chamado de vertedouro de soleira livre, não controla o fluxo dos rios e apenas escoa o excedente de água.

A Aneel ainda comunicou que a barragem de Castro Alves não dispõe de comportas, diferentemente do que foi divulgado. As de Monte Claro e 14 de Julho têm comportas, mas não são do tipo de armazenamento e de regularização de cheias. De acordo com as especificações da Aneel, elas são usinas do tipo “fio de água”. Isso significa que, em termos mais simples, a água sai das estruturas no mesmo nível que entrou. As comportas de Monte Claro e 14 de Julho são abertas nos cenários de cheias extremas para preservar as condições estruturais das barragens.

No ano passado, além da Aneel, a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) do Rio Grande do Sul, a Companhia Energética Rio das Antas (Ceran) e a Agência Nacional de Águas (ANA) negaram que as hidrelétricas tivessem relação com as enchentes.

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