Saída de Jean Paul Prates da Petrobras: Impacto no mercado e o que esperar futuramente

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Na última terça-feira (14), foi noticiada a saída de Jean Paul Prates da presidência da Petrobras. E, como bem se sabe, a notícia tende a cair como uma bomba no mercado, que tem forte rejeição à ideia de interferências políticas na empresa. Segundo analistas, a decisão pode ter sido pautada por um interesse maior do governo em investimentos na companhia. As ações, no entanto, podem sofrer (o que já pode ser observado nas ADRs da empresa na bolsa americana).

Uma mudança inesperada

Para quem não se lembra, a decisão acontece um mês depois de a empresa pagar metade dos dividendos extraordinários, colocando fim à novela que agitou as estatal nos últimos tempos. A posição de voltar a distribuir os proventos foi defendida pelo próprio Prates e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que visava ampliar a arrecadação do governo (tendo em vista que a União é a principal acionista da empresa e, portanto, também receberia sua parcela). Inicialmente, porém, uma parte do governo defendia que a empresa segurasse o montante em um fundo para melhorar as condições da empresa e obter empréstimos para investimentos.

Reações negativas

Já nesta altura, o mercado reagiu de maneira negativa ao fim da distribuição de proventos. Primeiro, porque isso acaba afastando investidores, que veem a distribuição de dividendos como um atrativo. Segundo, obviamente, pela ideia de que o governo está interferindo na gestão da empresa.

Preocupações e incertezas

O temor do mercado é que possíveis influências dentro das estatais não priorizem o bem da empresa. O resultado disso poderia ser um impacto nos resultados e, claro, nas ações.

“A impressão que se tem é que a decisão de Lula foi no sentido de forçar a Petrobras rumo ao investimento”, o que teria como efeito de curto prazo uma queda no preço das ações. Não à toa, na noite de ontem (14) já se observou uma queda de quase 8% dos recibos de ações (ADRs) da companhia negociados na bolsa americana.

Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, afirma que “já era evidente um desgaste significativo no âmbito político envolvendo Jean Paul Prates e os demais ministros”. Assim como Perfeito, ele vê o movimento como uma maneira de aumentar os investimentos da companhia, ainda que não seja possível, pelo menos por enquanto, saber quais serão as mudanças práticas que a troca de comando trará.

Ainda assim, o especialista mostra preocupação com possíveis investimentos em obras e estratégias que não dão resultados.

"Embora tenha sido mencionada a possibilidade de exploração na costa da Namíbia e da África do Sul, é consenso que o pré-sal continua sendo a área de maior relevância para a expertise da Petrobras. No entanto, a defesa de alguns políticos por investimentos na indústria naval e a retomada de obras sem sucesso geram preocupações, pois não se alinham com as estratégias viáveis para a empresa”, completa.

Perfeito, por outro lado, afirma que a reação de longo prazo pode ser positiva, especialmente se a companhia concluir suas refinarias.

Os analistas da Ativa classificaram a mudança como algo negativo, já que, na visão da corretora, “Prates vinha desempenhando o que classificam como um bom papel na companhia, equilibrando os interesses econômicos e políticos da empresa com sabedoria”.

Os analistas ainda destacam que Prates ressaltou seu compromisso com a remuneração do investidor e o investimento em ativos de petróleo durante o anúncio do resultado trimestral.

“Aguardaremos novas notícias, mas por ora, vale destacarmos o caráter negativo desta decisão, que ratifica, como dissemos em nosso informe de resultados mais cedo, o maior risco político da empresa e nossa recomendação apenas neutra para as suas ações”, completa a corretora em nota.

Segundo o Valor, a mais cotada para assumir seu lugar é a ex-diretora-geral da ANP, Magda Chambriard. A indicação de Magda foi comunicada à Petrobras pelo Ministério de Minas e Energia em Fato Relevante enviado na noite de ontem (14).

Bomba — Foto: GettyImages
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Market — Foto: Unsplash
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Por /Nathália Larghi


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