Inter procura sede temporária enquanto fica longe do Beira-Rio Por que o Inter deve ficar ao menos

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Após retomar as atividades de treinamentos depois de 12 dias sem trabalhos, o Inter busca agora uma definição sobre onde mandará os jogos. O Estádio Beira-Rio foi tomado pela água do rio Guaíba que causou a maior inundação da história de Porto Alegre e ficará sem atividades por, no mínimo, 45 dias. O próximo compromisso é em 28 de maio, contra o Belgrano, pela Sul-Americana. Assim que definir onde vai jogar, o clube já deve deixar o Rio Grande do Sul para treinar em um local mais próximo.

Opções para sediar os jogos

Segundo uma fonte interna do Inter, há uma variedade de ofertas para sediar jogos do clube. A direção colorada, porém, toma cuidado para não “invadir” o itinerário do cotidiano de outras equipes. Além disso, é feito uma “balança” que equilibre o custo logístico, como viagens e hospedagens, e a distância para a torcida. É compreendido que a saída do Rio Grande do Sul, como deve acontecer com o Grêmio, mandando jogos em Bragança Paulista ou Curitiba, será inevitável.

Grupo colorado vive momento de união na retomada dos trabalhos.Foto: Ricardo Duarte/Inter

Desafios na escolha do local

Nesse cenário, a capital paranaense é uma possibilidade, ainda mais se o rival for para o interior paulista. O Couto Pereira, assim como o Nabi Abid Chedid, foi oferecido à dupla GreNal. Santa Catarina também é avaliada. Nem todos os estádios observados, porém, cumprem exigências para sediar jogos da Conmebol. Essa é uma dificuldade para jogar próximo do Rio Grande do Sul. Nos bastidores, contudo, assume-se que somente “entrar em campo é fácil”, mas que o Inter precisa das melhores condições para de fato competir nos torneios que disputa. Em 2024, são disputados jogos de Libertadores e Sul-Americana na Neo Química Arena, Allianz Parque, MorumBis, Arena MRV, Mineirão, Arena Pantanal, Maracanã e Nilton Santos. Gramado sintético estão fora de cogitação, eliminando os estádios de Athletico-PR, Palmeiras e Botafogo das possibilidades.

Impacto na Série A e situação de Porto Alegre

Inter retomou treinamentos no Complexo Esportivo da PUC-RS.Foto: Ricardo Duarte/Inter

Caso tanto Grêmio quanto Inter vão para São Paulo, o Estado passará a “ter” seis clubes na Série A. Os gaúchos iriam somar-se ao trio paulistano (Corinthians, Palmeiras e São Paulo) e o Red Bull Bragantino. Entre as opções do Inter, estão ainda ofertas no Mato Grosso. A Granja Comary, em Teresópolis, no Rio, não foi oferecida como possibilidade para treinamentos.

Cascavel (PR) e Chapecó (SC) fazem parte de duas regiões com grande concentração de gaúchos e da torcida colorada e poderiam oferecer um cenário favorável ao clube. Os estádios, porém, apresentam dificuldades para adequação ao padrão das competições continentais. Não é visto como ideal mandar jogos em dois locais diferentes, um para torneios nacionais e outro para Sul-Americana.

Condições em Porto Alegre e desafios futuros

Após cerca de dois meses, o Inter poderá voltar ao Beira-Rio. As atividades de treino poderiam, então, ser no próprio estádio ou em Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde fica o CT da base colorada. Um problema surge neste cenário: o Aeroporto Salgado Filho, também atingido pelas enchentes, ficará sem operar voos até setembro. Para chegar à capital gaúcha, seria necessário pousar na Base Aérea de Canoas, em uma operação ainda não viabilizada, mas considerada pelo poder público.

Porto Alegre sofre com os efeitos da inundação.Foto: Ricardo Duarte/Inter

Na Série A, somente o Juventude deve jogar em casa, no Alfredo Jaconi. São necessários pequenos reparos na estrutura do local. Caxias do Sul sofreu mais com deslizamentos e um tremor de terra do que com enchentes. O clube retomou os treinamentos na terça-feira, dia 14. Já o trio gaúcho da Série C (Caxias, Ypiranga e São José) pediram à CBF a paralisação do torneio, a exemplo do que fizeram as equipes do Rio Grande do Sul na primeira divisão. Ainda não há definição sobre isso.

Porto Alegre ainda vive efeitos da enchente. O rio Guaíba, que cerca a cidade, chegou na maior cheia já registrada (5,3m). A última cota divulgada na terça-feira estava em 5,22m, enquanto a metragem de inundação é de 3m. A enchente, na capital, contudo, pode ser menor desta vez, já que o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) fez a manutenção das caixas de bombeamento, que escoam água antes de inundar a cidade e falharam na primeira vez. O Rio Grande do Sul tem 149 mortes em decorrência do desastre. A Defesa Civil contabiliza, ainda, 108 desaparecidos. 446 dos 497 municípios foram afetados e 538 mil pessoas foram desalojadas.

A situação dos clubes e da cidade

O último jogo do Grêmio foi o 0 a 0 contra o Operário pela Copa do Brasil, em 30 de abril. Já o Inter entrou em campo pela última vez contra o Atlético-GO, no empate por 1 a 1 pelo Brasileirão, dia 28 de abril. Na mesma data, o Juventude também Os teve o último jogo, um empate contra o Athletico-PR por 1 a 1.

Fica evidente que, além do desafio esportivo, as equipes e a cidade de Porto Alegre enfrentam uma verdadeira batalha para se recuperar dos impactos das enchentes. O cenário é desafiador, mas a esperança e a união são fundamentais para a superação.

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Após todo o cenário apresentado, é fundamental que os clubes e as autoridades encontrem as melhores soluções para garantir a segurança e a continuidade das atividades esportivas. O apoio da torcida nesse momento é essencial para a superação desses desafios. Acompanhe as atualizações e manifeste seu apoio aos clubes e à cidade nesse momento crucial.

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